sábado, setembro 29, 2007

A saudade

Voltei de São Paulo com o coração na mão, triste de dor mas pediram para eu não chorar muito porque pode fazer mal.
Saudade imensa da minha família, dos amigos e das amigas (destes, alguns já viraram lenda, são quase dois anos sem vê-los). Saudade também da minha cidade, pois não tem Rio nem Horizonte que faça meu "santo" menos bonito. Minha casa fica em uma avenida, o barulho é constante, mas não me tire dele, cresci e me acostumei.
Passeios em ónibus barulhentos, metro limpo mas de poucos quilômetros, me ajuda a chegar comente em alguns lugares da cidade. José Paulino e MAM-SP ficaram para uma próxima vez.
A pele da minha mãe é macia e delicada, seu perfume e o cheiro do seu pó compacto e da sua base moram na minha memória olfativa; meu irmão gemeo tem a voz marcante e a risada alta, sua barba ruiva e seu cabelo preto contrastam em sua pele morena, digno de uma pintura de Chagall; meu irmão mais novo é a tranquilidade ilustrada em quadrinhos, seus cabelos cacheados e agora compridos são lindos mas são engraçados também, sua barba é ruiva também, agora voltou a tocar guitarra.
Meus parentes são tantos mas faço questão de encontrar aqueles com quem cresci e que foram presentes em momentos importantes. Meus amigos e amigas são companhia divertida e os mais queridos exercitam o OMBRO AMIGO e não o AMIGO(A) ANALISTA (minha intuição não falha).
Eu volto logo. Mas você vem primeiro.
Conversando com o Ale esses dias, batemos um papo sobre a necessidade e a dificuldade em entender ou aceitar o outro (nao, nao estavàmos falando de nòs) e como tendencialmente nos chateamos ou ficamos bravos se nossas opinioes sao levadas em consideraçao.

::Ligando o alho ao bugalho, o paragrafo de cima é irmao do debaixo::

Na minha opiniao, nao gosto de amigo ou amiga analista, daquele ou daquela que nao sabe aproveitar o momento em companhia e tende a ecoar suas observaçoes da vida pessoal ou profissional de quem està ao seu lado. Isso é muito diferente do ombro amigo...